Secretário de Segurança engana imprensa e antecipa reunião com PM’s, mas negociações travam

Numa manobra que os policiais militares definiram como “esperta”, o secretário estadual de Segurança Pública e Defesa Social, Eliéser Girão Filho, resolveu antecipar a reunião, que estava previamente marcada para às 16h para tratar das reivindicações da categoria. O encontro remarcado para meio-dia, sem a presença da imprensa, não apresentou nenhum avanço nas negociações.
Com isso, o indicativo para paralisação dos policiais e bombeiros do RN a partir de segunda-feira (26), tornou-se mais forte. A Assembleia que vai definir uma possível paralisação acontecerá às 9h, no Centro Administrativo.
“Não houve nenhum avanço para nós. Pelo contrário, o governo não mostra nenhuma disposição de diálogo e esse o sentimento que levaremos para assembleia que ocorre amanhã (24)”, disse Eliabe Marques, diretor da Associação de Subtenentes e Sargentos da PM e Bombeiros do RN.
Ele acrescenta que os pontos mais importantes sequer foram debatidos na reunião. “O secretário não tocou na questão da reposição dos subsídios salariais da categoria, o que para nós é muito grave”, ressaltou.
Os militares farão um acampamento em frente à Governadoria a partir da manhã do deste sábado (24) para protestar contra o que chama “descaso do governo com a situação da corporação”.
“Vamos decidir amanhã com muita tranquilidade o que faremos, mas agora existe um indicativo bem mais forte para esta paralisação” avisou Marques.
A aprovação da Lei de Promoção de Praças pela Assembleia Legislativa ocorrida na terça-feira (20) é apenas um dos 11 pontos da pauta de assuntos que os praças esperam ter resolvidos com o Governo do Estado. Eles também têm como prioritária a reposição do subsídio em 56,7%, que há mais de dois anos não é feita pelo Estado.
Além disso, os militares reivindicam o pagamento das diárias operacionais que estão em atraso, admissão de etapa alimentação como verba indenizatória, revisão da carga horária, complementação dos efetivos de acordo com o previsto nas leis de fixação, a partir da
convocação dos 824 PMs concursados. Também pedem assistência à saúde psíquica dos policiais e bombeiros militares, uma vez que não há psiquiatras ativos no Hospital Coronel Pedro Germano (Hospital da Polícia) há anos, dentre outros pontos.







Deputados conversam sobre votação do projeto de lei no plenário da Assembleia Legislativa