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sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Oficiais da PM criticam governo e afirmam que não têm o que comemorar no 7 de setembro

Em nota, categoria apresenta pontos que contrapõem o que é apresentado pelo governo em propagandas

Foto: Thyago Macedo / Portal BO
Após os praças da Polícia Militar terem expressado insatisfação com o Governo do Estado e realizado um grande ato público no dia 23 de agosto, os oficiais da PM também demonstram preocupação com a atual administração. Eles criticam o governo e afirmam que a categoria militar não tem o que comemorar neste 7 de setembro.
A Associação dos Oficiais Militares do RN produziu uma nota explicando alguns dos pontos da insatisfação. De acordo com a entidade, que congrega os oficiais da PM e Bombeiros, há meses vem sendo pleiteada uma reunião com o Governo do Estado para discutir questões ligadas à segurança pública e a categoria.
“Esta desatenção do governo, que não dialoga com os oficiais, evidencia que a situação real da segurança pública do Estado não condiz com uma realidade que tenta ser escondida por autoridades da segurança pública”, afirma a nota.
Com isso, os oficiais destacam que neste dia 7 de setembro, os militares do RN não têm muito o que comemorar. A Associação apresenta ainda, na nota, alguns dos principais pontos que são alvo de solicitações e mostram como a realidade é diferente da propaganda do governo.
Os oficiais pedem que o governo cumpra e aplique as promoções de posto dos oficiais, interrompidas desde abril de 2011. Além disso, a categoria pede que haja a revogação do Decreto 20663. “Isso é fundamental para a redução da interferência política nas promoções dos oficiais. Esse decreto extinguiu, ainda no governo passado, o limite quantitativo para a promoção dos oficiais”, explica a Associação.
O objetivo dos oficiais da PM é a revogação do decreto para que apenas 50% dos aptos a promoção possam concorrer às vagas por merecimento e tempo de serviço. Isto, de acordo com eles, prestigiará os oficiais que estão há mais tempo trabalhando no exercício de atividades e diminuirá a probabilidade das indicações políticas.
Outro ponto da pauta dos oficiais é que o governo abra concurso interno para cabos e sargentos para motivar a tropa e facilitar o comando dos policiais.

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