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quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

"Furei uma pessoa em legítima defesa", alega mecânico


DN Online
 (Paulo de Sousa/DN/D.A.Press)
O ex-presidiário e mecânico Wagner Gomes de Lima, 36 anos, afirma ter esfaqueado Rutênio Antônio Wanderley Montenegro, 26, por legítima defesa após o acidente de trânsito ocorrido na última segunda-feira (7) na avenida Bernardo Vieira, no bairro das Quintas, zona Oeste de Natal. Ele alega ainda não ter sequer visto Lúcia Maria Wanderley Montenegro, 56, que morreu com um golpe de faca no pulmão nessa mesma ocorrência.
Conforme ele relata em uma entrevista feita pela assessoria de imprensa da Delegacia Geral de Polícia (Degepol), Wagner Lima diz ter batido, na noite daquela segunda, em um Fiat Palio onde se encontrava a ex-namorada e o atual amante dela. Ele deixou o local porque sabia que era presidiário e repondia à Justiça em liberdade. Porém, voltou a pé para a área onde aconteceu a colisão para tentar justificar a batida.
 "Agiram com brutalidade e agressão comigo", alega o acusado. Segundo Wagner Lima, ele foi ao local da colisão usando uma faca de cozinha por temer alguma agressão. "Em situações de trânsito isso costuma acontecer, por isso coloquei uma faca na cintura para me defender".

Ele garante não ter atacado Lúcia Maria, que morreu após ter sido esfaqueada. "Não vi mulher alguma", assegura. Wagner Lima diz que soube da morte da mãe de Rutênio somente na noite desta terça-feira, ao ver na televisão.

O mecânico garante também não ter planejado crime algum e que não estava seguindo o carro em que acreditava estar a ex-namorada, Jaqueline Albuquerque. "Foi uma fatalidade. Eu a vi nesse Palio quando passei por ele na estrada da Redinha e coincidiu de seguirmos pelo mesmo caminho. Naquele cruzamento, meu freio falhou e bati na traseira do carro. Eu já sabia que ela estava com outra pessoa, não tinha motivo para atacá-los".

Questionado sobre o motivo pelo qual foi preso, Wagner Lima responde que "furei uma pessoa em legítima defesa".

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